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PESSOAS COM DEFICIÊNCIA E PRECONCEITO NA HISTÓRIA

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Por Maria Aparecida Gurgel

Atuações preconceituosas e cruéis em relação às pessoas com deficiência física perpassam pela história. No Egito Antigo, consideravam que a deficiência era provocada por “maus espíritos”, sendo que a nobreza, os faraós, os sacerdotes e os guerreiros tinham acesso a tratamentos, enquanto os pobres sucumbiam nas mãos de charlatães, serviam como atrações em circos ou eram usados pelos sacerdotes para estudos e treinamentos de cirurgias.

 Na civilização hebraica a discriminação era manifesta nas leis, Moises escreve em “Levítico” que o homem com deformidade corporal não pode fazer oferenda a Deus, e nem se aproximar de seu ministério. A deficiência era vista pelos antigos hebreus, como indicadora de impureza, remissão de pecados antigos, interferência de maus espíritos e das forças más da natureza, logo os deficientes tinham que esmolar para sobreviver, ficando expostos nas ruas e praças, e eram apenas tolerados pela sociedade (p.74).

 Na Grécia, havia a super valorização do corpo belo e forte que pudesse participar das guerras. Por isso aquele que não correspondesse a esse ideal era marginalizado e até mesmo eliminado, entretanto guerreiros mutilados em batalhas eram protegidos pelo Estado.

 A civilização romana também preconizava a perfeição e estética corporal, a deficiência era tida como “monstruosidade” fato que legitimava a condenação à morte dos bebês mal formados: Sêneca, em Amaral , justifica o infanticídio:... nós sufocamos os pequenos monstros; nós afogamos até mesmo as crianças quando nascem defeituosas e anormais: não é a cólera e sim a razão que nos convida a separar os elementos sãos dos indivíduos nocivos (p.46).

 Algumas crianças não eram mortas e sim abandonadas à margem do Tibre e levadas pelos escravos e pobres para futuramente esmolar: ocupação rendosa. Com o surgimento do Cristianismo, a visão de homem modificou-se, para um ser individual e criado por Deus. Os deficientes passaram a ser criaturas de Deus, com destino imortal e merecedores de cuidados, ... a alma não é manchada por deformidades no corpo (...) uma grande alma pode ser encontrada num corpo pequeno e disforme3 (p. 150). Em decorrência do pensamento cristão, pessoas com más formações congênitas ou defeitos passarama ser protegidas pela lei de Constantino em 315 depois de Cristo.

 Entretanto a exclusão dos deficientes continuou no discorrer da história. No Império Bizantino, a Igreja Católica em conjunto como Estado, levava-os para mosteiros. A própria Igreja incumbia-se de realizar mutilações como punições por crimes cometidos. Na Idade Média, a deficiência era vista como atuação de maus espíritos e do demônio, sob o comando das bruxas, e também resultado da ira celeste e castigo de Deus, havia a segregação e os deficientes eram ridicularizados.

 A partir do Humanismo, no século XV, modificou-se a concepção de valorização do homem, iniciando-se a diferenciação no tratamento de portadores de deficiência e da população pobre em geral. Nos séculos XVI e XVII, os serviços de saúde passaram a ser também de responsabilidade da comunidade.

 Em meados do século XVII, foram criados os hospitais gerais,os quais eram; uma combinação de asilo, para a exclusão, e de hospital para a cura e estudos. Segundo Foucault5 a medicina até o século XVIII, tinha caráter individual, em que os cuidados de médico-paciente davam-se em classes de maior posse, os pobres continuavam à mercê de charlatães. Nesse século, começa a se estruturara medicina social.

 No século XIX, devido à influência da filosofia humanista e o advento da Revolução Industrial, a concepção social de deficiência continuou a sofrer modificações.

 No século XX, há um grande incremento da assistência às pessoas portadoras de deficiência no mundo todo, pois além da filosofia humanista, as nações deparavam-se com mutilados pós as duas grandes guerras e acidentados nas industrias. Surgem programas de reabilitação global, incluindo a inserção profissional de pessoas deficientes.

 Nos dias de hoje, pleno século XXI, qual a realidade que se impõe?

No Brasil, temos uma verdadeira fábrica de crianças com Paralisia Cerebral quer seja pelas más condições de saúde e pré-natal das parturientes, quer seja por negligência médica. Em função da violência, deparamo-nos com um número cada vez maior de jovens atingidos por armas de fogo, acidentes automobilísticos e outras conseqüências do uso indiscriminado de drogas.

 

Fonte de informação da assessoria de comunicação do ICEP BRASIL

Site: www.icepbrasil.com.br
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Telefone: 61 3031 - 1700

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