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“Esqueça o chope e a batata frita”
19.07.2010
Carlos Augusto: “O ICEP nunca me pediu nada, só que eu me dedicasse aos estudos”
Velho conhecido de Sueide Miranda, Carlos Augusto Lopes sempre admirou o trabalho do presidente do ICEP Brasil à frente do instituto. So não imaginava que a admiração logo se transformaria em sincera gratidão. Aprovado em 2005 para física
na Universidade Católica de Brasília, Carlos se viu sem dinheiro para pagar a matrícula. Para não deixar o jovem sem a oportunidade de estudar, o ICEP pagou a taxa.
“Eles não me pediram nada em troca. Apenas que me dedicasse ao curso. Nunca me esqueci disso”, diz Carlos. Já matriculado e estudando com a garantia de uma bolsa, Carlos ainda precisava resolver outro problema: continuava desempregado. Ciente do problema, o ICEP encaminhou Carlos para trabalhar na NET. O trabalho ia bem quando Carlos precisou fazer uma cirurgia pelo INSS. De volta ao posto, o cadeirante foi demitido sem maiores explicações. “Disseram apenas que a empresa estava passando por reestruturação. Fiquei revoltado porque sei que não fui mandado embora por incompetência”, atesta.
Carlos decidiu então encarar uma maratona de estudos e prestar concurso público. A disciplina de estudos diários rendeu frutos: ele foi aprovado na Secretaria de Educação do DF. Feliz com o resultado o jovem assustou-se com o valor da prova de proficiência: mais de 900 reais. “Eu já estava desempregado há mais de seis meses, não tinha condição de pagar”. Desesperado, recorreu ao ICEP e, mais uma vez, não ficou na mão. “O ICEP pagou e novamente não pediu nada em troca.O Sueide disse que só a satisfação de ver mais um deficiente aprovado em concurso bastava”, conta ele. Carlos diz que não há segredo para a aprovação. É preciso apenas disciplina. “Enquanto os outros estão bebendo o chope e comendo batata frita, você estuda pelos
menos duas horas por dia. Depois colhe os frutos. Para ele, quem diz que não tem tempo para estudar está dando desculpa.
“O dia tem 24 horas, dá para encontrar tempo”. Carlos avalia o trabalho realizado pelo ICEP Brasil como imprescindível para
o deficiente. “O ICEP deveria expandir-se em todo o território nacional. No interior do país, no Nordeste, não há entidades
que briguem pelo deficiente. O ICEP tem uma política forte e não se cansa de bater na mesma tecla: o deficiente é capaz”, elogia Carlos Augusto. “Eles acreditaram em mim. Hoje estou muito feliz com meu trabalho”.
Fonte de informação da assessoria de comunicação do ICEP BRASIL
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